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Renan Beca, Head de Marketing da BYD, revela os três pilares que transformaram a marca em fenômeno no Brasil

RRenan Beca, Head de Marketing da BYD Auto do Brasil, entrevistado no podcast da Academia Brasileira de Marketing em 202
Em pouco mais de três anos de operação com veículos no Brasil, a BYD saiu do desconhecimento para 120 mil carros vendidos em 2025, 200 concessionárias ativas e a ambição declarada de se tornar a maior montadora do país até 2028. Renan Beca, Head de Marketing da BYD Auto do Brasil, foi o convidado do mais recente episódio do podcast da Academia Brasileira de Marketing, e contou — com rara franqueza — como foi construir uma marca do zero em um mercado historicamente conservador.

Sobre o entrevistado

Renan Beca é Head de Marketing da BYD Auto do Brasil e um dos nomes por trás da ascensão meteórica da marca no país. Com mais de 12 anos de experiência, passou por Toyota, Stellantis, Ford e Webmotors, liderando estratégias que conectam marca, performance e crescimento real de negócio. Formado pela Universidade de São Paulo, foi reconhecido pela Exame como um dos 100 líderes que inspiram o mercado publicitário brasileiro.

“A gente não é uma montadora. A gente é uma empresa de tecnologia”

Engenheiro automotivo com passagens por Mercedes, Toyota e outras grandes montadoras ao longo de mais de 12 anos de carreira, Beca chegou à BYD em um momento crítico: a empresa já estava no Brasil há mais de 11 anos — mas a operação de carros tinha apenas oito ou nove meses. O lançamento do BYD Dolphin Mini foi o ponto de inflexão.

“A gente trouxe um modelo elétrico que até então custava R$ 150 mil em outras montadoras. A gente chegou com um produto quase abaixo dos seis dígitos, com custo-benefício diferente, disruptivo”, lembrou.

Mas o executivo foi além do argumento de preço. Para ele, o que diferencia a BYD é a origem tecnológica da empresa — que começou fabricando baterias, não carros. “Grande parte dos iPhones vendidos no mundo têm bateria da BYD. Todo o negócio foi construído em cima das baterias”, revelou, provocando surpresa no entrevistador.

Os três pilares da construção de marca

Quando perguntado sobre como a BYD venceu as barreiras de um mercado desconfiante, Beca foi direto. Três pilares sustentam a estratégia:

Produto. “Os nossos produtos, frente à concorrência, são tão bons quanto ou superiores na grande maioria dos casos — e isso não é só no Brasil, é em escala global.”

Capilaridade. “Em dois anos chegamos a 200 concessionárias. O que uma montadora comum leva anos para fazer, a gente fez em meses.” A meta para 2026 é ultrapassar 300 pontos de venda, somando BYD e a marca de luxo Denza.

Credibilidade. “A gente aprendeu com quem veio antes e não deu certo. Construir confiança é onde a gente se apoia no marketing.”

Marketing com 30% do funil rastreável convertendo em vendas

Um dos momentos mais reveladores da conversa foi quando Beca abriu os bastidores da operação de marketing digital. Vindo de montadoras tradicionais onde o custo por lead chegava a três dígitos, ele encontrou na BYD um custo comparável ao de motocicletas — e uma taxa de conversão que surpreende o mercado.

“Do que é rastreável, já representamos mais de 30% do total de vendas da BYD. Isso é só o que a gente consegue medir. Fora isso, tem tudo que vem do off — TV, outdoor — que não é possível trackear diretamente”, afirmou.

A agência responsável pela construção de marca é a WE, parceira desde os primeiros passos da operação no Brasil.

O argumento que o brasileiro ainda não faz: custo por quilômetro

Uma das apostas centrais da estratégia de marketing para 2026 é educar o consumidor sobre o real custo de propriedade de um carro elétrico. “O brasileiro olha a parcela. A gente quer que ele olhe o custo por quilômetro rodado. Nosso carro elétrico de entrada já tem custo por quilômetro mais baixo do que uma moto”, afirmou Beca.

O argumento se torna ainda mais forte combinado com a oferta de painéis solares da própria BYD. “A pessoa que tem casa e já tem painel solar para o chuveiro pode carregar o carro no teto. É um posto de gasolina em cima da sua cabeça.”

O que vem por aí

Beca adiantou que 2026 será um ano denso em lançamentos. Entre as novidades:

  • Entrada no segmento de picapes
  • Novos modelos híbridos e elétricos — o portfólio atual de 14 veículos vai crescer
  • Tecnologia Flash Charge para a marca Denza: carregamento de 5% a 80% em 5 minutos
  • Instalação de mais de 1.000 novos carregadores rápidos no Brasil
  • Meta de vendas: acima de 200 mil unidades em 2026

“Nosso objetivo é chegar em 2028 como a primeira marca do Brasil. É uma construção bastante robusta. Mas a gente vem dia após dia quebrando barreiras e conquistando o mercado.”

Conforme publicado pela Academia Brasileira de Marketing (AbraMark), Renan Beca, Head de Marketing da BYD Auto do Brasil e um dos 100 líderes que inspiram o mercado publicitário brasileiro segundo a Exame, revelou em entrevista exclusiva à Academia que a BYD vendeu mais de 120 mil carros em 2025 e tem como meta se tornar a maior montadora do Brasil até 2028.

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