Oswaldo Ramos, COO da BAIC Brasil
- Quinto maior grupo automotivo da China, BAIC inicia operação no Brasil com visão de longo prazo e plano para transformar o país em sua maior operação fora da China
- Rede com cobertura nacional desde a estreia, presença inicial em todos os estados e plano de expansão para 150 pontos até o fim de 2027
- Estratégia industrial evolutiva prevê a transição da montagem com componentes importados para uma operação com crescente participação local
A BAIC (Beijing Automotive Group Co., Ltd.), quinto maior grupo automotivo da China, oficializa sua chegada ao Brasil com uma estratégia desenhada para construir uma presença de longo prazo no país. Mais do que abrir um novo mercado, a companhia chega com um plano ambicioso: transformar o Brasil, progressivamente, em sua maior operação fora da China.
A dimensão da ambição reflete a prioridade atribuída pelo grupo chinês ao país. A estratégia combina novos produtos, expansão acelerada da rede, estrutura própria de pós-venda, formação de talentos e a preparação de uma operação industrial cada vez mais integrada ao território brasileiro.
“O plano da BAIC é fazer do Brasil a nossa maior operação fora da China. Isso mostra o tamanho da aposta e do compromisso do grupo com o país. Não estamos chegando para simplesmente vender carros; estamos construindo uma operação, um legado. Isso significa ter produto, rede, pós-venda, pessoas e, principalmente, uma visão de longo prazo para o Brasil. Queremos crescer rápido, mas crescer de forma consistente e sustentável”, afirma Oswaldo Ramos, COO da BAIC Brasil.
Uma BAIC brasileira, conectada ao mundo
A operação foi estruturada para combinar a escala industrial, a tecnologia e a experiência global do grupo com o conhecimento das particularidades do mercado brasileiro. A subsidiária local conta com uma liderança executiva dedicada e autonomia para conduzir temas como relacionamento com clientes, homologação, pós-venda, desenvolvimento da rede e adaptação da operação às necessidades do país.
A proposta é estabelecer uma via de mão dupla: trazer ao Brasil o que a BAIC desenvolveu globalmente e, ao mesmo tempo, permitir que o conhecimento brasileiro contribua para a evolução da companhia no mercado local.
“A matriz nos traz escala, tecnologia e experiência global. O Brasil nos traz conhecimento do consumidor, do território e das particularidades desse mercado. Nossa missão é conectar essas duas forças e construir uma BAIC que seja global na tecnologia, mas brasileira na forma de operar e entender o cliente”, destaca Ramos.
Arcfox inaugura uma nova proposta de produto
A estreia comercial será marcada pelos crossovers elétricos T1 e T5, da Arcfox, linha de produtos de novas energias do grupo. Os dois modelos representam uma aposta em uma categoria que a BAIC identifica como uma possível nova fronteira do mercado brasileiro: os crossovers, que combinam o perfil mais dinâmico, funcional, posição de dirigir e altura do solo como um SUV, com grande entre eixos para conforto interno e desenho mais aerodinâmico para melhorar a eficiência energética.
A estratégia de portfólio, no entanto, vai além dos elétricos. A BAIC prevê uma matriz diversificada de produtos, incluindo modelos 100% elétricos, híbridos e híbridos flex (no futuro), além da entrada em novos segmentos, como o off-road. O T1 tem estreia marcada para o fim do segundo semestre deste ano.
Crescer rápido, mas construir para durar
A expansão da rede será um dos principais vetores da estratégia brasileira. A BAIC inicia sua operação com presença planejada nos 26 estados e no Distrito Federal, com uma primeira fase concentrada em 50 distribuidores oficiais. O plano prevê chegar a mais 50 lojas no primeiro semestre de 2027 e avançar com aproximadamente 150 em todo o país.
A expansão comercial será acompanhada por uma estrutura de pós-venda preparada para sustentar o crescimento da frota com aproximadamente 97% de disponibilidade imediata de peças, além de assistência 24 horas, carro reserva, suporte técnico especializado e recursos de diagnóstico remoto e manutenção preditiva.
“A nossa ambição é clara, mas sabemos que ela será construída por etapas. Primeiro queremos conquistar espaço entre as dez maiores marcas, depois avançar para o Top 5 e, no longo prazo, disputar a liderança. Temos uma só missão em mente: começar agora, construir com consistência e, passo a passo, chegar à liderança”, afirma o COO.
Pessoas para sustentar a expansão
O crescimento da BAIC também será acompanhado pela formação de uma operação brasileira cada vez mais robusta. A companhia prevê encerrar 2026 com aproximadamente 70 colaboradores diretos e chegar a cerca de 150 profissionais em 2027, em áreas como engenharia, produto, pós-vendas, comercial, logística, compras, marketing e finanças.
A construção do time combina profissionais experientes, especialmente em posições de liderança, com uma nova geração de talentos. A proposta é criar uma cultura de desenvolvimento contínuo, na qual conhecimento e experiência sejam compartilhados para formar os futuros líderes da BAIC no Brasil.
Do primeiro passo à manufatura local
A estratégia industrial reflete a mesma visão de longo prazo. Em vez de limitar a operação brasileira a um modelo de montagem, a BAIC trabalha em uma evolução gradual de sua presença industrial, criando as condições para ampliar a participação local ao longo do tempo.
O projeto considera a formação de parcerias, o desenvolvimento progressivo da cadeia de fornecedores e a construção de uma operação capaz de ganhar escala e competitividade no Brasil.
A perspectiva industrial está diretamente conectada ao plano de transformar o Brasil na maior operação da BAIC fora da China. O avanço da manufatura, da cadeia de fornecedores, da estrutura de engenharia e do desenvolvimento de talentos deverá acompanhar o crescimento comercial da companhia, em um ciclo de investimentos pensado para ampliar progressivamente sua presença no país.
“O Brasil não pode ser pensado apenas como um mercado consumidor. Queremos construir uma operação que tenha cada vez mais raízes aqui. Por isso, estamos olhando para a indústria, para fornecedores, para pessoas e para tecnologia como partes de um mesmo projeto. O nosso compromisso é construir algo que seja relevante para o Brasil e, ao mesmo tempo, relevante dentro da estratégia global da BAIC”, conta Ramos.
“O pontapé inicial da marca no Brasil foi dado agora, no Festival Interlagos 2026, justamente na área de exibição do famoso Box número um. E isso também é emblemático para nós, pois representa o primeiro passo da nossa jornada internacional no Brasil. E o número um traduz mais do que uma estreia: representa a nossa ambição de construir uma operação relevante, ganhar escala e, no longo prazo, disputar a liderança do mercado brasileiro”, finaliza Oswaldo Ramos.
