Com baixo teor calórico, stevia e fibras prebióticas, bebidas acompanham consumidor que começa a buscar não apenas o que foi retirado da fórmula, mas também o que ela pode acrescentar à alimentação
Foto: Wondr / Divulgação
Resumo rápido
- Depois do movimento “zero açúcar”, a indústria de refrigerantes começa a incorporar fibras prebióticas como novo atributo funcional.
- A Wondr, criada por André Lee, é um refrigerante brasileiro de baixo teor calórico, adoçado com stevia e formulado com inulina, uma fibra prebiótica.
- Para Lee, o desafio agora é educar o consumidor sobre conceitos como “fibras prebióticas” sem transformar a compra de uma bebida em uma aula de nutrição.
- O empresário compara o momento das fibras ao caminho percorrido pela proteína, que deixou de ser um ingrediente de nicho esportivo para ocupar diferentes categorias de consumo.
Fibras prebióticas são nutrientes que servem de alimento para bactérias benéficas do intestino, contribuindo para o equilíbrio da microbiota e a saúde digestiva.
Durante anos, boa parte da transformação da indústria de refrigerantes esteve concentrada em uma palavra: zero. Zero açúcar, zero ou poucas calorias e fórmulas desenvolvidas para atender um consumidor cada vez mais atento ao que coloca no copo. Agora, um novo movimento começa a ganhar espaço. Além de retirar ingredientes ou reduzir calorias, bebidas passam a incorporar atributos que dialogam com outras preocupações da alimentação contemporânea, entre elas o consumo de fibras e os cuidados com a saúde intestinal.
Depois da proteína ganhar protagonismo e ultrapassar as fronteiras das academias para aparecer em barras, bebidas, iogurtes, snacks e diferentes alimentos do cotidiano, as fibras despontam como candidatas a ocupar um espaço semelhante. O interesse crescente por microbiota e saúde intestinal também ajuda a colocar o nutriente no centro dessa conversa.
É nesse cenário que está a Wondr, refrigerante brasileiro de baixo teor calórico, adoçado com stevia e que leva inulina, uma fibra prebiótica, em sua composição. Criada pelo empreendedor André Lee, a marca nasceu com a proposta de unir a experiência de consumir um refrigerante a uma formulação alinhada às novas demandas do consumidor.
Para Lee, a mudança mais significativa está justamente na pergunta que começa a ser feita diante das prateleiras. Se antes o foco estava principalmente no que havia sido retirado de um produto, agora começa a existir interesse também pelo que ele pode oferecer.
“O consumidor está ficando mais consciente e começando a olhar para a funcionalidade do produto e para o que ele entrega além do sabor. As marcas focaram durante muito tempo em zero açúcar e zero calorias. Agora existe um movimento de criar produtos que, além de deliciosos, tenham algum atributo funcional. A Wondr nasce desse movimento”, afirma André Lee, CEO e fundador da marca.
O desafio de comunicar um conceito ainda novo
Apesar do avanço dessa discussão, termos como fibras prebióticas ainda não fazem parte do vocabulário de boa parcela dos consumidores brasileiros. Para a Wondr, isso cria também um desafio de comunicação: apresentar um conceito relativamente novo sem transformar a escolha de uma bebida em uma aula sobre nutrição.
“O conceito de fibras e prebióticos ainda é novo para a maioria dos consumidores. Uma parcela entende bem do assunto, principalmente quando falamos de prebióticos em bebidas, mas ainda temos um trabalho importante de informação pela frente. Nosso desafio é explicar os benefícios das fibras prebióticas de uma maneira simples e fácil de entender”, explica Lee.
“As fibras são a nova proteína”
A aposta do empresário é que o movimento das fibras possa seguir uma trajetória parecida com a vivida pela proteína nos últimos anos. De ingrediente associado principalmente à nutrição esportiva, ela passou a ocupar cada vez mais categorias e momentos de consumo. Para Lee, existe espaço para que as fibras façam caminho semelhante.
“Eu acredito muito que as fibras são a nova proteína. A proteína se tornou protagonista na rotina dos brasileiros e muitas inovações da indústria passaram a focar em sua adição aos produtos. As fibras têm potencial para fazer algo parecido, principalmente porque ainda existe uma grande oportunidade no Brasil. A Wondr quer participar desse movimento levando a fibra prebiótica para uma categoria presente no dia a dia, o refrigerante”, conclui.
Mais do que uma nova fórmula, o movimento aponta para uma mudança na própria ideia de refrigerante. Depois de décadas discutindo aquilo que deveria sair da bebida, a próxima transformação da categoria pode estar justamente naquilo que começa a entrar no copo.
