Os Prettos fazem show gratuito na Sala Olido em 5 de novembro

Os Prettos fazem show gratuito na Sala Olido em 5 de novembro

A dupla formada pelos irmãos Magnu Sousá e Maurílio de Oliveira encerra o projeto Som das Capas, que homenageia os 80 anos que o artista gráfico Elifas Andreato completaria em 2026, com repertório construído a partir de capas de disco que ele criou

Projeto Som das Capas encerra série de três apresentações gratuitas com Os Prettos. Créditos: divulgação / Instituto Elifas Andreato

Resumo rápido

  • Quando: 5 de novembro de 2026, quinta-feira, às 19h.
  • Onde: Sala Olido, no Centro Cultural Olido, Avenida São João, 473, centro de São Paulo.
  • Quanto: entrada gratuita, classificação livre, sem necessidade de retirada prévia de ingresso.
  • O que: encerramento do projeto Som das Capas, com shows construídos a partir de capas de disco criadas por Elifas Andreato.
  • A apresentação abre a programação do Mês da Consciência Negra no Centro Cultural Olido.

Os Prettos, dupla formada pelos irmãos Magnu Sousá e Maurílio de Oliveira, encerram em 5 de novembro o projeto Som das Capas, que celebra os 80 anos que o artista gráfico Elifas Andreato completaria em 2026. O show começa às 19h na Sala Olido, no Centro Cultural Olido, na Avenida São João, 473, no centro de São Paulo. A entrada é gratuita e a classificação é livre. A apresentação abre a programação do Mês da Consciência Negra no equipamento.

Quem são Os Prettos

Cantores, instrumentistas, compositores e produtores musicais, os irmãos têm trajetória ligada às rodas de samba de São Paulo. Integraram o Quinteto em Branco e Preto e estão entre os fundadores da Comunidade Samba da Vela, movimento criado em 2000 para valorizar compositores e ampliar a circulação do samba. Também idealizaram o Quintal dos Prettos, projeto que recupera o ambiente de encontro e participação coletiva das rodas tradicionais.

Beth Carvalho, Maria Rita e Alcione gravaram composições da dupla. Em 2025, Os Prettos lançaram o álbum “O Show Deve Continuar”. Em 2026, foram anunciados como convidados de apresentações da turnê de Emicida em São Paulo.

Como o projeto funciona

Em cada encontro da série, uma banda fixa recebe o artista convidado para interpretar músicas ligadas a quatro capas selecionadas, enquanto o público conhece histórias e contextos de criação das imagens. A direção é de Bento Andreato, filho do artista e diretor do Instituto Elifas Andreato.

O repertório do show de encerramento passa por canções associadas a discos de Chico Buarque, Paulinho da Viola, Martinho da Vila e Eduardo Gudin, entre elas “Geni e o Zepelim”, “Folhetim”, “Nervos de Aço”, “Coração Leviano”, “Batuque na Cozinha” e “Canta, Canta, Minha Gente”.

Entre os títulos que inspiram a série estão “Nervos de Aço”, de Paulinho da Viola, de 1973; “Batuque na Cozinha”, de Martinho da Vila; “Luz das Estrelas”, de Elis Regina, de 1984; “Um Brasileiro Errante”, de Renato Teixeira; “Caipira”, de Rolando Boldrin; “Ópera do Malandro”, de Chico Buarque; “Nave Maria”, de Tom Zé; e “Traço de União”, de Beth Carvalho.

Quem foi Elifas Andreato

Artista gráfico, ilustrador, cenógrafo, editor e diretor artístico, Elifas Andreato nasceu em 1946, em Rolândia, no Paraná, e morreu em São Paulo em 29 de março de 2022, aos 76 anos. Assinou centenas de capas de disco, com registros que apontam mais de 300, para intérpretes como Elis Regina, Chico Buarque e Paulinho da Viola.

Sua obra é marcada pelo engajamento social e político. Durante a ditadura militar, o trabalho se tornou instrumento de resistência e de defesa da democracia. Andreato participou da idealização da Praça Vladimir Herzog e Espaço Cultural a Céu Aberto Elifas Andreato, perto do Terminal Bandeira, onde estão obras como “Vlado Vitorioso”, uma réplica do Troféu Vladimir Herzog e um mural inspirado no quadro “25 de Outubro”, data do assassinato do jornalista em 1975.

“Elifas não apenas ilustrou discos. Ele ajudou a dar corpo visual à música brasileira. Muitas das imagens que criou se tornaram inseparáveis das canções, dos artistas e do momento histórico em que nasceram”, afirma Bento Andreato. “O ‘Som das Capas’ nasce desse diálogo entre o que se vê e o que se escuta. É uma forma de celebrar Elifas em praça pública, com música, memória e encontro.”

Os dois shows anteriores

A série teve três apresentações gratuitas. A primeira, com Zeca Baleiro, aconteceu em 30 de agosto, na Praça Vladimir Herzog e Espaço Cultural a Céu Aberto Elifas Andreato. A segunda, com a cantora Raquel Tobias, foi em 26 de setembro, no Galpão Cultural Elza Soares, nos Campos Elíseos, ocasião em que também foi apresentado um novo mural com obra do artista.

LinkedIn
WhatsApp
X
Threads

Leia mais conteúdos em https://abramark.com.br

Pesquisa

Pesquise abaixo conteúdos e matérias da Academia Brasileira de Marketing

Acelerado pela BCX Capital and Holding Tecnologia BCX-Brain