A Associação de Profissionais de Comunicação e Marketing (APCM) atualizou as Normas de Orientação Ética do Profissional de Comunicação, incorporando temas contemporâneos como inteligência artificial, proteção de dados, combate à desinformação, diversidade e transparência na publicidade digital. Baseado no Código de Ética de 1957, o novo documento amplia sua abrangência para profissionais de publicidade, propaganda e marketing. As normas estão disponíveis na íntegra em apcm.com.br.
O que muda
Os principais pontos incorporados incluem transparência em conteúdos patrocinados, identificação do uso de IA em peças publicitárias, adequação à LGPD e combate a práticas como fake news e greenwashing. O documento também reforça que publicidade nativa e qualquer formato inovador devem ser claramente identificáveis.
“O código não proíbe a inovação — ele cria limites éticos para que ela ocorra de forma responsável. O conteúdo gerado por IA, a publicidade nativa e qualquer formato inovador devem ser claramente identificáveis como publicidade”, afirma Antonio Toledano, CMO da ALMALAB IDEA e Diretor da APCM.
A revisão também nomeia formas de discriminação e posiciona diversidade como princípio ativo — não apenas proibitivo — determinando que a publicidade deve ser livre de discriminação racial, de gênero, orientação sexual, religião, deficiência ou origem social.
A visão do presidente
“Entendemos que ética não pode ser um documento estático, mas sim um compromisso vivo com a sociedade, com os profissionais e com a credibilidade da comunicação”, afirma Eduardo Soares, presidente da APCM.
“Hoje, uma peça publicitária pode alcançar milhares ou milhões de pessoas em poucos minutos. Isso amplia também a responsabilidade ética de quem produz, aprova e distribui conteúdo”, complementa.
A campanha de divulgação
A campanha de divulgação foi desenvolvida pela agência 6P sob coordenação de Silvia Bianchi Machado, sócia-diretora de planejamento da 6P e Diretora da APCM, que utilizou cenas do cotidiano para aproximar o debate ético da realidade do público.
“Quando uma prática antiética se sobressai, o mercado todo perde. Agências, anunciantes, veículos. Não é saudável para ninguém que o marketing seja algo pejorativo e ruim”, afirma Silvia.
Próximos passos
A APCM pretende promover o debate de forma contínua com eventos, palestras, conteúdos educativos e encontros com universidades, agências e veículos, ampliando o diálogo com estudantes e jovens profissionais.
