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APRO apresenta Guia de Boas Práticas para Concorrências Audiovisuais

Iniciativa que estabelece diretrizes para equilibrar a disputa entre produtoras independentes e in-house de agências, conta com o apoio da ABAP e ABDC.  

Com o objetivo de promover um ambiente mais transparente e livre de concorrências desleais, a APRO, Associação Brasileira da Produção Audiovisual, apresenta o Guia de Boas Práticas para a Concorrência no Mercado de Produções Audiovisuais Publicitárias. O documento, que conta com o apoio institucional da ABAP – Espaço de Articulação Coletiva do Ecossistema Publicitário e da ABDC (Associação Brasileira dos Diretores de Cena), surge como uma resposta à dinâmica entre agências de publicidade, produtoras independentes e as chamadas in-house production companies.

O material funciona como um compilado de recomendações fundamentadas nos princípios de Ética, Transparência, Equidade e Defesa da Propriedade Intelectual. Segundo Marianna Souza, presidente executiva da APRO, a iniciativa é vital para garantir processos mais equilibrados: “O Guia é um passo para o amadurecimento do nosso ecossistema, não se trata apenas de criar regras, mas de estabelecer um compromisso real com a transparência e a ética. Nosso objetivo é que cada concorrência seja uma oportunidade de fortalecer a confiança entre agências, produtoras e anunciantes, assegurando um mercado saudável onde a propriedade intelectual seja respeitada e o esforço criativo, devidamente valorizado.”

“A ABAP atua continuamente na valorização e sustentabilidade do ecossistema de comunicação e acreditamos que este guia traz informação e recomendações claras para que todos os agentes do ecossistema possam atuar com transparência e ética”, afirma Marcia Esteves, Presidente da ABAP Nacional.

O documento apresenta uma série de diretrizes buscando orientar os processos de concorrência. No que diz respeito a Ética e Transparência, o guia orienta que as agências divulguem publicamente quaisquer ligações com produtoras afiliadas e identifiquem todos os concorrentes desde o momento da convocação. Quanto à Equidade, o documento sugere a limitação do número de participantes a, no máximo, quatro produtoras por concorrência, o que evita custos excessivos e esforços desnecessários.

Por fim, o guia dedica atenção especial à Propriedade Intelectual, destacando que tratamentos artísticos não devem ser encarados como brindes ou simples exercícios criativos. O texto estabelece a necessidade de confidencialidade e sugere mecanismos de compensação caso materiais de propostas rejeitadas venham a ser utilizados de forma regular e autorizada.

Essa valorização do olhar criativo e do respeito aos profissionais da área é um marco para o setor. “A ABDC celebra o lançamento do Guia de Boas Práticas. Um passo concreto na construção de um mercado de trabalho mais justo, transparente e responsável. Esta é uma conquista coletiva que nos fortalece como setor e nos impulsiona a seguir trabalhando pela construção de relações mais equilibradas e justas; afinal, um mercado saudável só existe quando todas as partes são respeitadas.”, conclui a Associação Brasileira de Diretores de Cena (ABDC).

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