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Por que o PR deixou de ser coadjuvante e virou motor de negócios em 2026

Por Fran Hochmuller, CEO da Hochmuller Multimídia

 

Durante muito tempo, o PR foi tratado pelas empresas como uma ferramenta de apoio. Algo que entrava depois do produto pronto, da campanha no ar ou da estratégia definida. Em muitos casos, restrito ao envio de releases e à busca por exposição espontânea. Mas o mercado mudou. E rápido. Em 2026, Relações Públicas deixou definitivamente de ser coadjuvante para ocupar um papel central na geração de negócios, construção de marca e crescimento sustentável.

 

Vivemos hoje em um cenário de excesso de informação, saturação de publicidade e desconfiança crescente do consumidor em relação a discursos puramente comerciais. A atenção virou moeda rara. Nesse contexto, marcas que conseguem se diferenciar são aquelas capazes de construir narrativas verdadeiras, gerar conexão emocional e estabelecer credibilidade antes mesmo de falar em venda. É exatamente aí que o PR passa a operar como ativo estratégico.

 

Quando bem estruturado, o PR atua muito além da visibilidade. Ele influencia percepção, reputação, posicionamento e, principalmente, decisões de compra. Não se trata mais de aparecer, mas de ser relevante. De ocupar espaços certos, com histórias consistentes, porta-vozes preparados e experiências que criam memória de marca. Em um ambiente onde o consumidor pesquisa, compara e valida informações em múltiplas fontes antes de tomar qualquer decisão, presença editorial pesa tanto quanto mídia paga, muitas vezes mais.

 

Na prática, vemos isso todos os dias. Projetos que nascem com PR desde a concepção conseguem acelerar ciclos de vendas, abrir portas comerciais e atrair parceiros estratégicos com muito mais facilidade. Eventos ganham tração porque foram pensados editorialmente. Produtos se tornam desejados porque foram apresentados dentro de contextos culturais. Executivos passam a ser procurados porque se posicionaram como referências em seus setores. PR bem feito gera demanda qualificada.

 

Outro ponto fundamental é a mudança no papel das lideranças. Em 2026, marcas fortes não existem sem pessoas fortes por trás. O mercado quer rostos, vozes e histórias reais. CEOs, fundadores e porta-vozes deixaram de ser figuras institucionais para se tornarem protagonistas de narrativas. O PR entra justamente na construção dessa autoridade, preparando discursos, identificando territórios de atuação e conectando esses líderes aos espaços certos de influência, seja na imprensa, em eventos, em podcasts ou em ambientes de relacionamento.

 

Também é impossível ignorar o impacto das experiências. O consumidor não quer apenas comprar, ele quer viver a marca. Ações presenciais, collabs, ativações culturais e projetos proprietários se tornaram extensões naturais das estratégias de PR. Não como eventos isolados, mas como plataformas contínuas de relacionamento, conteúdo e geração de negócios. Hoje, uma boa ação de PR pode resultar em mídia espontânea, engajamento digital, novos contratos, parcerias comerciais e fortalecimento de reputação ao mesmo tempo.

 

Em paralelo, a tecnologia acelerou processos, mas não substituiu o fator humano. Inteligência artificial ajuda na análise de dados, monitoramento e produção de conteúdo. Mas relacionamento, leitura de contexto, sensibilidade cultural e construção de confiança continuam sendo atributos profundamente humanos. PR é, acima de tudo, sobre pessoas falando com pessoas. Sobre criar pontes entre marcas e sociedade.

 

Por isso, empresas que ainda enxergam PR como custo estão ficando para trás. As que entenderam que se trata de investimento estratégico já colhem resultados em forma de crescimento, diferenciação e valor de marca. Em 2026, não basta ter um bom produto ou uma boa campanha. É preciso ter narrativa, presença, relacionamento e propósito claros.

 

PR hoje é arquitetura de reputação, motor de visibilidade qualificada e acelerador de negócios. E as marcas que compreenderam isso não estão apenas aparecendo mais. Estão vendendo mais, se posicionando melhor e construindo relevância de longo prazo.

 

 

Fran Hochmuller é diretora e fundadora da Hochmuller Multimídia, agência de Relações Públicas focada em visibilidade, reputação e geração de negócios. Com mais de 15 anos de experiência, construiu uma trajetória sólida à frente de projetos nas áreas de entretenimento, turismo, mercado financeiro, negócios, marcas e grandes eventos, conectando estratégia, narrativa e relacionamento para transformar comunicação em resultado real.

 

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