Centrum e Botafogo lançam camisa para conscientização sobre o racismo

O combate ao racismo é o tema da mais nova campanha desenvolvida por Centrum – multivitamínico da GSK Consumer Healthcare – em parceria com o Botafogo de Futebol e Regatas. O objetivo é chamar atenção para os perigos do racismo e como ele afeta a saúde da maior parte da população brasileira, formada por 56,2% de pessoas pretas e pardas, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua do IBGE (2019).

Criada pela agência de marketing esportivo Owly, a campanha batizada de “Racismo, o vírus da desigualdade estrutural” mostra que a discriminação racial não se limita a questões sociais, educacionais ou de segurança pública. O racismo também pode prejudicar a imunidade e gerar outros malefícios à população negra, levando a diversos danos à saúde.

É exatamente para alertar que o racismo também é uma questão de saúde pública que a campanha de Centrum e Botafogo coloca em prática uma série de ações impactantes. Em uma delas, a equipe alvinegra vestirá o “Manto da Denúncia da Desigualdade”. Uma camisa confeccionada especialmente para reforçar as mensagens do Dia da Consciência Negra foi usada pelo time que entrou em campo contra o Brasil de Pelotas neste domingo (21 de novembro, um dia depois do Dia da Consciência Negra), às 16h, no estádio Bento de Freitas, em Pelotas (RS), em partida válida pela Série B do Campeonato Brasileiro.

Uma mudança na composição das listras alvinegras, que torna desigual a distribuição das faixas claras e escuras, transformando-as em gráficos de barras e conferindo uma cor predominantemente branca ao uniforme do Botafogo, demonstrará como a desigualdade não apenas se impõe, como também oprime a população negra no Brasil. Em parceria com Centrum, que ocupará o espaço máster do uniforme durante essa ação, o clube estampará na camisa a importância do combate ao racismo.

Após a partida do dia 21, os uniformes usados em campo foram autografados pelos atletas e leiloados pela plataforma MatchWornShirt, com lucro integralmente revertido para o Observatório da Discriminação Racial no Futebol – que destinará o valor arrecadado para projetos que combatem o racismo no esporte.

A camisa do Botafogo confeccionada especialmente para o Dia da Consciência Negra foi vendida exclusivamente na loja oficial online do clube (loja.botafogo.com.br).

Plataforma antirracista

A campanha volta a explorar o amplo potencial do futebol como ferramenta de conscientização coletiva, desta vez com foco na inclusão social e na luta contra a violência e a discriminação racial. O objetivo é debater, alertar e educar torcedores, amantes do futebol e toda a população brasileira sobre casos de racismo dentro e fora de campo.

“Nosso propósito enquanto empresa é entregar a melhor saúde todos os dias com humanidade. E nós buscamos colocá-lo em prática por meio de cada iniciativa das nossas marcas. Dessa vez, a partir da parceria com o Botafogo, recorremos ao alcance do esporte mais popular do planeta para alertar a sociedade sobre o impacto da discriminação racial na saúde e no bem-estar da população negra. Precisamos ter em mente que a prevenção começa com uma mudança de atitude”, diz Juan Katz, Diretor de Marketing da GSK Consumer Healthcare Brasil.

“O objetivo é recorrer ao futebol, uma verdadeira paixão nacional capaz de impactar centenas de milhares de torcedores, para dar alguns passos adiante no combate ao racismo. Um caminho longo e necessário, já que embora 84% dos brasileiros afirmem perceber o racismo, só 4% admitem ser racistas”, diz Rafael Jones, Head de Mídia, Digital e Agências da GSK Consumer Healthcare Brasil, citando dados do Instituto Locomotiva.

Para chamar ainda mais a atenção para a importância de ser antirracista (mais do que não ser racista), como disse a ativista negra Ângela Davis, a campanha ainda contará com a distribuição de kits com conteúdo de conscientização sobre o racismo para influenciadores digitais parceiros.

Haverá ainda um depoimento em vídeo de Altair Lira, mestre em saúde coletiva, professor substituto da UFBA (Universidade Federal da Bahia) de 2017 a 2018 e ativista no campo da saúde da população negra.

“Criamos uma campanha que busca chamar a atenção para o racismo de uma forma jamais explorada antes no âmbito do esporte. Para fortalecer uma mensagem contra o racismo, a discriminação e a desigualdade racial, utilizamos o próprio desenho da clássica camisa do Botafogo, uma peça icônica e reconhecida por todos os amantes do futebol brasileiro. Distorcemos suas listras alvinegras para causar espanto sobre o quanto a discriminação ainda se impõe e causa danos à saúde da população negra”, diz Ricardo Levy, presidente da Owly e diretor de criação da campanha.

Racismo afeta a saúde e traz risco de morte

O racismo mata. Em 2018, foram 45 mil negros que tiveram a vida interrompida no Brasil, de acordo com o Atlas da Violência 2020. Um número maior do que o total de mortes registradas pelo Ministério de Saúde em decorrência de desnutrição em 2017 (5.653), de Aids em 2019 (10.585) e de câncer de pulmão em 2020 (29.354), além de superar a média anual de pessoas que tiram a própria vida no país (12 mil).

Um dado alarmante, porém ainda incapaz de chamar a devida atenção ao tema. Embora um jovem negro seja assassinado no Brasil a cada 23 minutos, em média, ao passo que a população negra tem mais que o dobro (2,7 vezes) de chances de ser assassinada no país em relação à população branca, 56% das pessoas entrevistadas pelo Mapa da Violência, da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), consideram que a morte violenta de um negro choca menos, sendo por vezes tratada como “banalidade” ou “normalidade”.

No futebol, os crimes discriminatórios também seguem crescendo. Estudo do Observatório da Discriminação Racial no Futebol aponta para um aumento de 70% nas ocorrências entre 2018 e 2019, quando foram registrados 150 casos. Dentre as modalidades esportivas, o futebol concentra 90% dos casos de discriminação, sendo dois terços deles por racismo.

“Essa ação é de grande relevância para a sociedade e entendendo isso, tivemos total apoio da Estrelabet, que cedeu a posição de master para a Centrum e ainda contribuirá também com o debate sobre o tema de racismo no futebol. O clube fica muito feliz em poder colaborar de alguma forma com as discussões sobre o tema e ainda contar com o apoio irrestrito dos seus parceiros.”, afirma Lênin Franco, Diretor de Negócios do Botafogo.

“A luta contra o racismo é de toda a sociedade, e o envolvimento do Botafogo na luta antirracista é importante demais, pois através dos clubes de futebol as vozes são ampliadas e chegam a todas as camadas da sociedade. E aqui nessa ação tem uma reflexão importante, que reforça o quanto o racismo adoece a população negra. Racismo mata, causa desigualdade e adoece – e isso precisa ser cada vez mais discutido por todos”, diz Marcelo Carvalho, diretor e criador do Observatório do Racismo no Futebol.

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