Exposição na Pinacoteca recoloca no radar um artista cujo legado ultrapassa as galerias e segue inspirando marcas de moda
Resumo rápido
- Keith Haring, morto em 1990, terá exposição individual na Pinacoteca de São Paulo, na Grande Galeria da Pina Contemporânea.
- A mostra vai de 27 de novembro de 2027 a 23 de abril de 2028, com curadoria de Thierry Freitas.
- Será a primeira individual do artista no Brasil desde 2010.
- O traço dele segue em collabs de moda e joalheria, com Pandora, H&M, Tommy Hilfiger e Lacoste entre as marcas.
Keith Haring volta ao Brasil em 2027. O artista norte-americano, morto em 1990, aos 31 anos, terá exposição individual na Pinacoteca de São Paulo, na Grande Galeria da Pina Contemporânea, de 27 de novembro de 2027 a 23 de abril de 2028, com curadoria de Thierry Freitas. Será a primeira individual dele no país desde 2010.
A mostra recoloca no radar um repertório visual que nunca ficou restrito às galerias. Os traços grossos, as figuras dançantes e as cores saturadas de Haring se tornaram, décadas depois da morte dele, um dos acervos mais licenciados do mundo para moda e acessórios.
Pandora, em 2022
A parceria levou símbolos recorrentes do artista para a joalheria, em charms, anéis, colar e bracelete inspirados em elementos como o Barking Dog e o Radiant Baby, além das silhuetas características.
H&M, em 2021
A H&M lançou uma coleção masculina de streetwear com estampas de ilustrações do artista, em camisetas, moletons, jaqueta jeans oversized e shorts, mais acessórios como bucket hats, bolsas transversais e tênis.
A campanha teve fotografia de Theo Wenner e dois artistas emergentes de Nova York, com registros feitos no mural Crack Is Wack, em East Harlem, uma das obras públicas mais conhecidas de Haring.
Tommy Hilfiger, em 2023
A coleção-cápsula reuniu mais de 30 peças masculinas e femininas com as ilustrações do artista. Entre os destaques estavam jaquetas de lã e peças jeans com patchwork.
Lacoste, em 2019
A coleção-cápsula combinou as peças clássicas da marca francesa à estética gráfica do artista. Foi desenvolvida em parceria com a Artestar, agência especializada em licenciamento e representação de artistas e criativos.
O que isso diz sobre licenciamento
O caso de Haring é exemplar de uma operação que o mercado conhece bem e discute pouco: a gestão comercial do acervo de um artista morto, conduzida por licenciadores profissionais, que mantém o traço em circulação permanente entre categorias tão distintas quanto joalheria e streetwear.

