A operadora de OOH controlada pela Globo assume a instalação, a gestão e a venda do circuito, que entra no seu portfólio comercial. O plano prevê ainda projeções na fachada e ativações internas, e os valores do acordo não foram informados
Resumo rápido
- A Eletromidia vai instalar, gerir e comercializar um circuito de 27 telas no Edifício Copan, em São Paulo.
- O circuito entra no portfólio comercial da operadora, que é controlada pelo Grupo Globo desde 2024.
- O projeto é da agência Felina, que desde julho desenvolve o posicionamento comercial do edifício.
- A circulação estimada é de 15 mil pessoas por dia, entre moradores, lojistas, trabalhadores, visitantes e turistas.
- Parte do espaço do circuito fica reservada a conteúdo do próprio Copan.
A Eletromidia assumiu a instalação, a gestão e a comercialização de um circuito de mídia no Edifício Copan, em São Paulo, composto inicialmente por 27 telas. O circuito passa a integrar o portfólio comercial da operadora, controlada pelo Grupo Globo desde 2024.
O acordo faz parte do projeto que a agência Felina desenvolve para transformar o edifício em ativo de mídia. A frente começou em julho, com o lançamento de uma nova identidade visual e do posicionamento “Metros Nada Quadrados”, o primeiro posicionamento institucional do prédio em seus 60 anos.
A circulação no complexo é estimada pela companhia em 15 mil pessoas por dia, entre moradores, lojistas, trabalhadores, visitantes e turistas. O desenho do circuito prevê convivência entre publicidade e conteúdo do próprio Copan, com espaço reservado a comunicação institucional, serviços, cultura e informação para quem frequenta o edifício.
As telas são a porta de entrada
O projeto não para no circuito digital. A proposta prevê ações que combinem as telas com outros espaços do edifício, como projeções na fachada e ativações em ambientes internos.
“As telas funcionam como porta de entrada, mas o potencial de construção de comunicação está justamente em combinar diferentes formatos e possibilidades de ocupação, conectando mídia, conteúdo, experiência, arquitetura e comunicação”, diz Andréia Abud, da Felina.
“Essa parceria reforça a Eletromidia na gestão de circuitos de mídia em edifícios e amplia as possibilidades para marcas que desejam se comunicar com públicos diversos em um dos endereços mais reconhecidos do país”, afirma Débora Dubin, diretora de captação da Eletromidia.
A receita vai para o condomínio
Para o Copan, a operação abre uma fonte de receita destinada a manutenção, conservação e modernização das áreas comuns, além de infraestrutura, segurança, comunicação e sustentabilidade, conforme prioridades definidas pela administração e pelos condôminos.
Nem o valor do contrato, nem o modelo de remuneração, nem o prazo da parceria foram informados.
“A união dessas forças inaugura uma nova etapa estratégica para o Copan, aproximando o edifício de grandes parceiros e criando novas oportunidades de valorização institucional e de seu patrimônio”, afirma Karin Aquino, diretora de marketing do Copan.
Quem são as duas empresas
A Eletromidia se apresenta como líder de mídia out of home no Brasil e informa três décadas de atuação no segmento de mídia em edifícios, residenciais e comerciais, incluindo circuitos de elevadores, com presença em 98 cidades de 20 estados e no Distrito Federal.
Em novembro de 2024, o Grupo Globo comprou 47,09% do capital da companhia, do fundo Vesuvius LBO, da H.I.G. Capital, passando de 27,01% para cerca de 74% de participação, em operação de aproximadamente R$ 1,7 bilhão. Em setembro deste ano, a Eletromidia se uniu a Motiva e EcoRodovias em nova empresa de publicidade em rodovias, na qual detém 51%, em operação que depende de aprovação do Cade.
A Felina estreou em junho deste ano, liderada por Marcia Esteves, com ex-executivos da Lew’Lara\TBWA, e se define como uma operação criativa que usa inteligência artificial como infraestrutura. A agência tem sede no próprio Copan, que foi seu primeiro cliente, ainda em fase beta.
O Copan foi projetado por Oscar Niemeyer.

